sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Para Sempre nunca.


A gente sempre brigou demais. E quando as brigas aconteciam ela sempre pedia para eu não procurá-la mais e nunca mais vê-la. O que era sempre um problema pra mim, por que depois de uma briga eu sempre esquecia o porquê eu a amava. E foi assim que eu a perdi, pouco a pouco. Tentando entender, achar uma razão para continuar vivendo, eu resolvi mudar: Dei uma chance a mim mesmo. Peguei papel e caneta e ali escrevi tudo o que me fez amá-la, tudo o que eu sempre gostei nela, tudo ao qual eu nunca queria perder. Depois desse dia sempre quando brigávamos eu lia aquele papel e assim eu nunca mais a perdi de mim. Eu nunca mais esqueci o que eu sempre deveria lembrar.

domingo, 3 de outubro de 2010

A vida em um cigarro.

Em uma de minhas noites tediosas, olhando pra um cigarro, eu comecei a compará-lo com uma vida. O cigarro está lá, você o tem, assim como sua bela vida. A vida te da caminhos e o cigarro... Também.

Você pode escolher entre acender o cigarro ou deixá-lo apagado:

Deixando-o apagado pode até ser que você viva mais, ou quem sabe você morra indo comprar pão. Deixando-o apagado pode até ser que você seja feliz, sério, eu acredito em felicidades mornas e em pessoas conformadas com essa situação. Deixando-o apagado pode ser que você não se queime. Deixando-o apagado, você viverá pensando como teria sido se você o tivesse acendido, e morrerá sem nunca ter tido a experiência de fumá-lo.

Acendendo o cigarro. Sua vida estará reduzida, sua saúde prejudicada, você vai viver reclamando da falta que te faz. Você será aquele cigarro, queimando pouco a pouco até chegar ao filtro, no seu último suspiro de vida. Mas você terá acendido o cigarro! Você irá sentir tudo no mundo exageradamente, quando for pra chorar você irá desabar, quando for pra rir você não vai conseguir parar, e quando for pra amar... Você pra sempre vai amar. Por que acender o cigarro é botar sua vida em risco em busca da felicidade plena. Vai queimar e doer? Sim, vai. Mas no final se não valer a pena o todo, conte como uma experiência. E se mesmo assim você não gostar dessa intensidade... Na próxima vida tente não acendê-lo.

=*

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Inevitable.


Então é isso? As coisas simplesmente fogem de você quando você menos espera, e o mais engraçado é que você apenas senta e as deixa ir, como se não estivessem levando parte de você, uma parte importante de você, talvez até mesmo uma parte a qual você não conseguiria viver sem. Mas surpreendentemente você consegue, e depois de assistir tudo da platéia, de camarote, só te resta seguir em frente. Tai por que da expressão “Alguém que me complete”, porque depois de ter um ex, sempre vai faltar um pedaço de ti e a próxima pessoa irá completá-lo, mas quando ela se for, você de novo estará despedaçado a procura de sua outra metade. Vivendo assim num ciclo sem fim! O ciclo da dor, mas quem disse que dor é ruim? Pode até parecer machucar, mas é o sentimento que mais nos motiva a fazer coisas. Dificilmente você vê alguém pulando de uma ponte por amor. Mas por dor... Ah sim, você vê. O problema é que você sempre irá sofrer! Por amar demais, sofrer por amar de menos, sofrer antecipadamente, sofrer por arrependimento, você irá sofrer! Porra! Pare de evitar o inevitável. A vida foi feita para isso, sofrer e aprender, okay eu sei, a gente mais sofre do que aprende. Mas enquanto você vai se despedaçando e sendo completado por outro em um ciclo infinito, alguém no mundo espera por você, não só para completá-lo... Mas para consertá-lo de uma vez por todas, não deixando você se quebrar nunca mais. E é assim que vou terminando, tentando me obrigar a acreditar nessa teoria barata, de conversa jogada fora, em um boteco de esquina.


"Como explicar pro meu olhar, que não se vê, um sentimento."

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mistake.


Sabe... As pessoas tem uma visão muito errada a respeito de quem escreve sobre o amor. Nem sempre quem escreve sobre o amor ou canta o amor o faz por estar apaixonado. O que as pessoas não vêem é que quase sempre falasse poeticamente sobre o amor pela falta que ele faz. Mas talvez seja melhor descrever o amor imaginando-o do que realmente vive-lo. Afinal, no final desse texto eu estarei da mesma forma como no começo, bem... Talvez não tão da mesma forma, meus dedos já estarão cansados de escrever e minha boca pode estar seca... Mas o meu coração estará intacto, quanto a viver o amor... Quando ele acabar... Prefiro não pensar nisso.



"Eu errei
Fazendo a coisa certa
E perdendo toda a essência
Acho até que não...
Preciso de você, quando preciso de você."
Poléxia

domingo, 19 de setembro de 2010

Lies.


Eu queria poder dizer pelo menos uma vez sem mentir que o meu peito ferido já cicatrizara.Que amor de verdade nessa vida, só existe um.Que apesar de sentir, de sofrer e temer, eu realmente não sei explicar o que é o amor.Eu queria poder não usar da hipocrisia pra dizer que não choro mais por ninguém.Que ninguém merece as minhas lágrimas.Na verdade, no fundo... Eu sei.No meu peito a ferida ainda lateja, no meu peito um coração ainda bate, os meus olhos ainda brilham por ti e de noite ainda choro com saudade.


True Love.


Ele a ama mais que tudo. Ele a amava mais que o amanhecer do sol, mais que a si mesmo. Ele simplesmente a amava. Mas ele sabia que o amor era um sentimento intenso e que com ele viriam também problemas... Que poderiam destruir essa relação ou fazê-la crescer mais e mais. Ele, como um bom amante passava todo o seu dia pensando nela e quando não estava pensava nela, era por estar ocupado demais contando as horas para poder vê-la. Procurava sempre um modo de agradá-la, às vezes com gestos, palavras ou um simples olhar. Ele olhava para aquela moça como se estivesse assistindo um milagre acontecer, e o seu sorriso... Ah, o seu sorriso. Era um brilho tão absurdamente grande que nem mesmo a mais cheia das luas poderia tampá-lo. Mas apesar de amá-la incondicionalmente ele tinha medo. Medo de se entregar, medo de desapontar, medo de magoar, medo de doer e ainda o pior medo... O medo de perder. O rapaz sabia que o amor além de intenso não era um sentimento divino que vinha acolher todos os seres, ele tinha por si que alguns corações simplesmente não foram feitos para amar ou serem amados. Ele olhava para ela, mas ela não olhava para ele. Sempre desviando o olhar a moça tinha medo de se entregar e isso só tornava mais difícil a situação do rapaz, que não tinha coragem de se declarar para aquela linda moça. Ela não o amara, nem agora e nem depois. Incrivelmente o rapaz estava certo, o amor é uma dádiva entregue a poucos. Só aqueles que realmente conseguem entregar um minuto de seu dia para olhar para o céu e lembrar de alguém, estão capacitados a receber o amor. A moça, que via o rapaz só nos finais de semana chegou ao seu limite, em um trágico dia virou-se para o rapaz e sugeriu o término. O rapaz chorando por dentro não fraquejou um minuto que fosse, ele sabia que o amor dele era tão imenso que não morreria fácil assim. Ele deixou que ela fosse e ainda hoje ao deitar-se na cama ele chora junto ao travesseiro. Não é que ele tenha se arrependido... É que no fundo ele sabe que poderia tê-la, mas ela nunca entenderia como é amar alguém como ele a ama. Na generosidade de um bom rapaz ele preferiu a deixar partir, pra quem sabe um dia ela sinta um amor intenso e verdadeiro, assim como o amor que ele sentiu por ela. Um amor desregrado, sem preconceitos e fronteiras. Um amor que liberta a pessoa amada para que ela possa amar também.


sábado, 18 de setembro de 2010

O Tempo.


O tempo nada me ensinou. Ele não me aliviou e nem me fez esquecer, ele não me acalmou... Ele não me trouxe você. Alguém me disse que vivíamos por amor, hoje vejo que vivemos para o tempo. Há tempos de novos amores, tempos de ex-amores, tempos de infância, tempos da adolescencia. Há tanto tempo perdido! Embora haja tanto tempo ainda. Mas o tempo não perdoa. Conta-se as horas para sair, conta-se as horas para chegar, conta-se as horas para estudar, conta-se as horas para lanchar... Eu particularmente conto as horas pra te ver.

E o tempo que não me espere, somos tão jovens. E o tempo que não me leve, pois ainda tenho muito com o que errar.