
Traços do que um dia foi minha sanidade sentimental hoje já não me mostram mais um caminho. Feridas que por si próprias viraram buracos, esconderijos reais daquilo que eu chamava de amor. Momentos simplórios, consagrados eternos numa mente devasta. Um bom coração, modificando seu percurso ao longo de uma vida sofrida, cansado de devanear. A melhor parte é que ele ainda acredita que possa encontrar a felicidade, mas a razão já perdeu toda sua força e esperança quando o coração parou de bater forte. A melhor parte é que ele sempre achou que sendo frígido ele não sofreria, culpado seja ele, que numa tentativa falha de não mais sofrer, destruiu todas as suas veias que levavam sangue ao seu coração. Coração que hoje não bate, não pulsa, não clama por amar, só fica ali... Esperando a sua segunda morte, afinal... Sem amor, não se vive.