segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mudar.

É incrível o poder de mutabilidade dos outros, sério. Ficou tentando me ver nesse modelo, no qual lembranças não são se quer armazenadas ou apenas ignoradas. Viver ignorando o passado! Mas o passado faz parte da vida e não pode ser apagado. Para algumas pessoas é fato que apesar de não poder ser apagado, ele pode pelo menos ser deixado para lá, num cantinho da cabeça ou no caso do coração. Eu senti dores e mais dores. Foram noites gigantescas e palavras absurdas. Foi desde então o começo do meu desmoronamento. A gente demora a perceber que as coisas se romperam, que o castelo caiu, que de alguma forma sua defesa foi furada, basta um piscar de olhos para qualquer coisa acontecer. E desse jeito louco e célere tudo se desfez. A parte cômica é pensar que os muros eram altos demais, as paredes fortes demais e o que havia dentro era grande demais. Grande! Eu quis dizer enorme, a ponto de ver o resto dos meus dias ali dentro, trancada. E se para alguns era uma prisão, nesse como em vários aspectos somos como os animais, mesmo que dentro de uma gaiola, se alguém alimentá-lo, usar de palavras doce e desfrutar de carinho, ele irá sentir aquilo e irá querer cada vez mais. Enfim, castelo sobre pedras, pontes incapazes de serem restauradas e mais uma vez o fim. Com o fim o esquecimento, com a mutabilidade a facilidade de se esquecer e com o meu questionamento a dificuldade de não lembrar. Cada dia, cada minuto da minha vida não foi em vão. Eu vivi, eu senti e até sonhei com o amanhã. Ela me fez sentir a pessoa mais sortuda do mundo, e isso não vai mudar, não o que EU senti. É duro ver o mato secar e ficar tudo tão barro, faz a gente lembrar que a grama do vizinho é sempre mais verde. E não importa quanto eu olhe para a frente, o que deveria ter ficado para trás ainda está aqui, dentro do começo de um novo castelo, sendo recordado dia após dia, visando que o próximo amor deixe pelo menos as paredes em pé.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Eu sei que ela vai chegar, um dia ela vai. E vai ser como um furacão, vai remexer minha vida, alterar os acentos, mudar o contexto, contar outra história e mais uma vez me lembrar do ponto final.
A loucura é que eu procurei te esquecer estando com as pessoas que mais me faziam lembrar. Chega a ser patética a forma como a vida nos faz tomar decisões, e muitas dessas decisões são tomadas com base no medo. Nos tornamos um pedaço de carne a partir do momento em que temos medo. Suculento, pronto para que alguém apenas lhe devore. Ah! E como está cheio de lobos em pele de cordeiro por aí, é só questão de um descuido para você cair na armadilha. Afinal, é tudo um show. A vida é esse espetáculo pequeno, que você trabalha e rala muito para que um dia se torne grande, um espetáculo grandioso, onde você não é só mais uma menina do bairro e sim alguém significativo de alguma forma. Eu não quero ter que rir se eu não quiser rir, não quero ter que fingir dó, quando na verdade não dou a mínima... Eu não quero beijar alguém que não fez nenhuma parte do meu ser vibrar. Eu me recuso a fazer parte de um show sujo, e mesmo eu me recusando eu estou fazendo parte, mais inserida do que nunca e cada vez mais dentro. Dentro, mas ainda sim de fora. Com tantas questões, com tanta falta de paciência quando se trata de pessoas mascaradas, eu sinto que ser solitária é o que me resta. E eu me apego nisso. Imagino que com o passar do tempo a solidão vá me dominar, fazendo com que cada osso do meu corpo se mova para um só lugar, meu quarto. Onde provavelmente passarei grande parte da minha vida, lamento para um computador coisas que eu nem se quer tentaria explicar a alguém. Pareceria loucura.

Ser Especial.

E eu, só queria isso.
Ser especial para alguém, dentro de algum espaço do mundo,
ter alguém que me ligaria, caso eu ficasse o quê... 2 horas sem retorno.
Sentir-se especial só porque aquela pessoa lhe escolheu, e ela poderia ter escolhido outro.
Ser abraçado constantemente, sendo cobrindo de ternura e compaixão, calor humano.

Saudades de ser amado, ou pelo menos, achar que está sendo.