domingo, 19 de setembro de 2010

True Love.


Ele a ama mais que tudo. Ele a amava mais que o amanhecer do sol, mais que a si mesmo. Ele simplesmente a amava. Mas ele sabia que o amor era um sentimento intenso e que com ele viriam também problemas... Que poderiam destruir essa relação ou fazê-la crescer mais e mais. Ele, como um bom amante passava todo o seu dia pensando nela e quando não estava pensava nela, era por estar ocupado demais contando as horas para poder vê-la. Procurava sempre um modo de agradá-la, às vezes com gestos, palavras ou um simples olhar. Ele olhava para aquela moça como se estivesse assistindo um milagre acontecer, e o seu sorriso... Ah, o seu sorriso. Era um brilho tão absurdamente grande que nem mesmo a mais cheia das luas poderia tampá-lo. Mas apesar de amá-la incondicionalmente ele tinha medo. Medo de se entregar, medo de desapontar, medo de magoar, medo de doer e ainda o pior medo... O medo de perder. O rapaz sabia que o amor além de intenso não era um sentimento divino que vinha acolher todos os seres, ele tinha por si que alguns corações simplesmente não foram feitos para amar ou serem amados. Ele olhava para ela, mas ela não olhava para ele. Sempre desviando o olhar a moça tinha medo de se entregar e isso só tornava mais difícil a situação do rapaz, que não tinha coragem de se declarar para aquela linda moça. Ela não o amara, nem agora e nem depois. Incrivelmente o rapaz estava certo, o amor é uma dádiva entregue a poucos. Só aqueles que realmente conseguem entregar um minuto de seu dia para olhar para o céu e lembrar de alguém, estão capacitados a receber o amor. A moça, que via o rapaz só nos finais de semana chegou ao seu limite, em um trágico dia virou-se para o rapaz e sugeriu o término. O rapaz chorando por dentro não fraquejou um minuto que fosse, ele sabia que o amor dele era tão imenso que não morreria fácil assim. Ele deixou que ela fosse e ainda hoje ao deitar-se na cama ele chora junto ao travesseiro. Não é que ele tenha se arrependido... É que no fundo ele sabe que poderia tê-la, mas ela nunca entenderia como é amar alguém como ele a ama. Na generosidade de um bom rapaz ele preferiu a deixar partir, pra quem sabe um dia ela sinta um amor intenso e verdadeiro, assim como o amor que ele sentiu por ela. Um amor desregrado, sem preconceitos e fronteiras. Um amor que liberta a pessoa amada para que ela possa amar também.


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