quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ame. Por Alexandre Henrique

Amor, eu não sei.
Não sei e ninguém conhece.
Será que algum dia eu o terei?
Se não, isso não me entristece.

Como sentir falta irei eu,
se não pude sentir sua presença?
E como possuir o que não é meu,
sem o fazer parte da minha crença?

E porque defini-lo?
Tentar seria impossível.
Não basta senti-lo?
E perceber como ele é belo e incrível?

Porque amar?
E se transformar num ébrio viciado,
num qualquer embriagado,
embriagado de Amor.

Ele que não tem dó,
nem piedade.
O Senhor da generosidade,
não limita-se às pessoas.

Não obstante, se acabe. Se esgote.
Morra, mas ame.
Impossível que se canse,
do mais sublime dos sentimentos.

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