quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lembranças 1.4

De nada sei, se nada tenho,
se não te vejo, mas te desejo,
de nada sei, se não me encontro,
e se te perco, me perco junto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lembranças 1.3

A gente sempre espera um castigo para aquela pessoa que nos magoou, em meio a pensamento hoje cheguei a conclusão: Não existe castigo maior do que nunca sentir. Antes a vida inteira de entregas, do que a vida inteira frio.

Lembranças 1.2

Eu não posso dizer a ninguém, e quando digo são breves desabafos inevitáveis no meio de uma noite de embriaguez. A verdade não é exata, mas na verdade, eu só queria ela aqui.

Lembranças 1.1

E com o fim, eu renasci. Só não sei ainda se aprovo meu novo eu. Uma nova face de confusões e vazios. Imediatismos da ansiedade. Me pego vagando em pensamentos vazios e fúteis, como nunca antes. Talvez a frieza seja inevitável nesse mundo.

Lembranças. 1.0

Só agora me dei conta de algo. Enquanto eu vivia o momento, achei patético a forma como ela foi do estado de 'mulher ofendida pelo ex estar estragando sua festa' para o estado de 'mulher apaixonada com esse idiota, que faria tudo, até ser patético na frente de sua família'. E só hoje, eu compreendi porque dessa mudança. Love.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014





 Como eu poderia ter vivido mais tempo ao seu lado. É que corações como o seu não existem. E quanto ao meu, resta só metade, metade que se daria por completo, só para escutar uma palavra de conforto tua.

domingo, 27 de julho de 2014

Cartas para o autor, parte 1.

         Fiquei pensando em qual título escolher: "Cartas para o autor" ou "Cartas para ela". Mas como de previsto, já era hora de pensar mais em mim, apesar de tudo se tratar dela. Sabe o que não é mais lembrar qual a sensação de ter um "frio" na barriga? Então você sabe como é não ser mais surpreendido pela vida. Como a maioria das histórias reais, essa foi mais uma história com um final de mal gosto, mas podemos começar do início.
         Foi o meu primeiro amor. Isso resumo basicamente toda a história. Apaixonar-se é a coisa mais incrível que já vivenciei. E já havia vivenciado antes, mas apaixonar-se e então amar, eis a combinação mais louca da terra. Conhecer alguém, deixar que ela penetre nas suas veias, conceder que ela exale seu cheiro, impregnando seus pulmões, sentir o gosto do sexo. Na teoria é tudo tão maravilhoso, até que nos deparamos com os fatos reais.
          Tive a curiosidade inútil uma vez de pesquisar quando surgiu o "namoro". Bem, não existe um dia certo em que essa ideia surgiu ou nem se quer um inventor. Para alguns o namoro é apenas uma fase preparatória para o casamento, aquele momento em que você conhece a pessoa a qual estará "preso" para o resto da sua vida. Para outros, namoro se quer existe. Sendo que você pode namorar um carro, um computador, ou qualquer outro bem material. Já para poucos e para mim, o namoro realmente não existe, é apenas um nome usado para aquela vontade enorme de se agarrar a alguém, aquela  vontade de dedicar horas do seu dia a aludida, vontade de ser um só. Mas, mais uma vez, industrializamos o "namoro".