quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lembranças 1.2

Eu não posso dizer a ninguém, e quando digo são breves desabafos inevitáveis no meio de uma noite de embriaguez. A verdade não é exata, mas na verdade, eu só queria ela aqui.

Lembranças 1.1

E com o fim, eu renasci. Só não sei ainda se aprovo meu novo eu. Uma nova face de confusões e vazios. Imediatismos da ansiedade. Me pego vagando em pensamentos vazios e fúteis, como nunca antes. Talvez a frieza seja inevitável nesse mundo.

Lembranças. 1.0

Só agora me dei conta de algo. Enquanto eu vivia o momento, achei patético a forma como ela foi do estado de 'mulher ofendida pelo ex estar estragando sua festa' para o estado de 'mulher apaixonada com esse idiota, que faria tudo, até ser patético na frente de sua família'. E só hoje, eu compreendi porque dessa mudança. Love.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014





 Como eu poderia ter vivido mais tempo ao seu lado. É que corações como o seu não existem. E quanto ao meu, resta só metade, metade que se daria por completo, só para escutar uma palavra de conforto tua.

domingo, 27 de julho de 2014

Cartas para o autor, parte 1.

         Fiquei pensando em qual título escolher: "Cartas para o autor" ou "Cartas para ela". Mas como de previsto, já era hora de pensar mais em mim, apesar de tudo se tratar dela. Sabe o que não é mais lembrar qual a sensação de ter um "frio" na barriga? Então você sabe como é não ser mais surpreendido pela vida. Como a maioria das histórias reais, essa foi mais uma história com um final de mal gosto, mas podemos começar do início.
         Foi o meu primeiro amor. Isso resumo basicamente toda a história. Apaixonar-se é a coisa mais incrível que já vivenciei. E já havia vivenciado antes, mas apaixonar-se e então amar, eis a combinação mais louca da terra. Conhecer alguém, deixar que ela penetre nas suas veias, conceder que ela exale seu cheiro, impregnando seus pulmões, sentir o gosto do sexo. Na teoria é tudo tão maravilhoso, até que nos deparamos com os fatos reais.
          Tive a curiosidade inútil uma vez de pesquisar quando surgiu o "namoro". Bem, não existe um dia certo em que essa ideia surgiu ou nem se quer um inventor. Para alguns o namoro é apenas uma fase preparatória para o casamento, aquele momento em que você conhece a pessoa a qual estará "preso" para o resto da sua vida. Para outros, namoro se quer existe. Sendo que você pode namorar um carro, um computador, ou qualquer outro bem material. Já para poucos e para mim, o namoro realmente não existe, é apenas um nome usado para aquela vontade enorme de se agarrar a alguém, aquela  vontade de dedicar horas do seu dia a aludida, vontade de ser um só. Mas, mais uma vez, industrializamos o "namoro".
          

domingo, 20 de julho de 2014

Felicidade.

Felicidade sempre vem acompanhada de ponto final. É fato. Descobri que felicidade é momentânea quando parei para ler tudo o que já havia escrito um dia. A maior parte dos meus pensamentos são tristes, e o que seria de mim sem a tristeza? Grande parte do que sou vem de uma carga pesada de memórias inesquecíveis, e se eu gosto do que me tornei? Essa é uma pergunta que me atormenta. Crescer, florescer, ser alguém, ter caráter, ser responsável. São infinitas as exigências do mundo ao qual vivemos, e superar as expectativas se torna quase impossível, sendo este, um mundo de loucos. Sempre haverá alguém para fazer o mesmo que você faz, três vezes melhor. Mas afinal, a questão não é externa e nunca foi. Para que tudo tivesse início houve o amor, que provém tudo. A maior bobagem dos tempos atuais é citar a frase: "Não se vive só de amor." É claro que não se vive só de amor, se vive para o amor, se vive para amar. Perdemos a mágica, perdemos a simplicidade, o contato, o olhar. Industrializamos o amor, da mesma forma que fizemos com tudo o que era puro. Passamos a vender sonhos ao invés de vivê-los. Passamos a correr atrás da felicidade ao invés de andar junto dela.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

... E a solidão tornou-se tão real que nem mesmo o coração poderia dizer não.